

Muito antes de nascer
Na barriga da mamã já pulsava sem querer
O meu pequenino coração,
Que é sempre o primeiro a ser formado
Nesta linda confusão.
Muito antes de nascer
Na barriga da mamã já comia para viver
Queijo, salada, carne ou bacalhau.
Vinha tudo pronto e mastigado
No cordão umbilical.
Tanto carinho, quanta atenção.
Colo quentinho, ah! Que tempo bom!
De umbigo a umbiguinho um elo sem fim
Num cordãozinho da mamã para mim.
Muito antes de nascer
Na barriga da mamã me virava para escolher
A mais confortável posição.
São nove meses sem se fazer nada,
Entre água e escuridão.
Muito antes de nascer
Na barriga da mamã começava a conviver
Com as mais estranhas sensações:
Vontade de comer de madrugada
Marmelada ou camarões.
Tanto carinho, quanta atenção.
Colo quentinho, ah! Que tempo bom!
De umbigo a umbiguinho um elo sem fim
Num cordãozinho da mamã para mim.
P.S- Este não foi a mamã que fez, porque ela não é poeta... mas é bem fofinho, não é?
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